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quarta-feira, dezembro 12, 2012

História de vida...
É assim, porque não
?
Qualquer semelhança é mera coincidência: Um fato em factos


Certo dia fui jantar com amigos. Todo muito alegres, companheirões e outros que passei a conhecer. Uma pessoa que me acompanhou, acho ou penso que está surtada ou vivendo em outro mundo, aquele que no século passado, observavai em uma amiga que visitava várias lojas de calçados, a calçadora/vendedora, (hoje não existe este tipo de função) mostrava caixas e mais caixas de sapatos.
A minha amiga, com o seu jeito autoritário, muito exigente, experimentava todos eles e, para a decepção de quem se abaixava para calça-la, todas as vezes que a minha amiga mudava de ideia. E sempre, para a minha decepção, não gostava de nenhum, e aquela pilha de caixas com diversos sapatos ficavam a mercê da boa vontade da vendedora que os guardava nos seus respectivos lugares. Íamos então para outras lojas e finalmente, tinha que voltar para casa sem que a minha amiga comprasse sequer o que calçou.
Decepcionada, evitava de sair com ela...
Bem vamos aos FACTOS...
Há menos de um mês fomos então a um jantar, mas desta vez a pessoa não era a mesma e sim uma mulher, mãe de uma filha pré adolescente que se dispôs a colocar os pés em cima da mesa para mostrar a elegante bota de camurça preta que usava, (ainda em novembro, mas não estávamos sentindo o calor de hoje) Risos. Mais tarde tirou da bolsa um perfume não identifiquei a marca, mas era tão lindo o vidro, talvez mais lindo do que o cheiro que não senti na doninha, mesmo sentada ao seu lado o tempo todo. Mais tarde a bolsa.
A bolsa era rosa, linda, estilada, de couro, nada sintético, foi uma forma elegantíssima (digo eu, ironizando) de se apresentar as pessoas que lá estavam e acredito que só eu vi a personalidade desta pessoa tão fútil, tão sem significado, tão materialista, tão deselegante (colocar a perna em cima da mesa para mostrar a bota, a longa bota!) Foi intensa a minha decepção.
Eu que gosto do que é bom, concordo com o que ela comprou com o dinheiro dela, concordo com a beleza do que usava, mas não com o aparato tão significativo para ela...E os amigos, alguns, recém conhecidos nem estavam para isto tudo, estavam querendo brindar a VIDA, confraternizarem-se entre todos nós.
E isto me fez lembrar a tal amiga dos sapatos...Sempre me lembrava daquela fantasiosa brincadeira da Barata: Para mostrar o anel a pessoa dizia: " Olha lá uma barata" e todos se assustavam com um anel de brilhante pra ninguém botar defeito. Então a seguir, ela mesmo dizia; "Vou matá-la"- Para mostrar os sapatos. Outros olhavam assustados, todos querendo matar e ela se arrependeu e disse:" Não, mata não"- Para mostrar os brincos.
É isso, a vida continua...Na mesma

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