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domingo, dezembro 20, 2009

Meu poema de um natal
em cores reais

Acacio Marx

Que de mote sirva este dia

A alguém que não eu,

Àquele outro a quem o tempo

Seja dedicado inteiramente à poesia

À poesia banal, cotidiana e urgente das vidas efêmeras

Que loucamente lutam contra seus próprios prazos de validade

Que loucamente escrevem poemas.
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E que de mote sirva este dia

A alguém menos covarde do que eu

Que saiba assumir sem medo a fraqueza,

A dor muscular, a perda da força da carne

Que escreva versos que aceitem esta condição

Que enalteçam a raridade preciosa do tempo

Impondo à pressa do dever o deleite da palavra demorada.
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E que aceitar não seja desiludir...

Que este dia sirva de mote

Para uma luta lírica insubmissão

contra a redução imposta pelo quotidiano.

Para uma vida plena, sem redução, sem cotas

No hoje-poema, a sonho do eterno concentrado.

24/12/2009

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